antes de comecar a discorrer sobre o que eu venho aqui pra dizer, eu queria muito, muito, muitissimo, MUITERRIMO
agradecer a
todo mundo que
gostou do site e deixou uma mensagem carinhosa no guestbook. eu nao achava que o sapinhoverso fosse alcancar
tanta gente e muito menos esperava que eu fosse conseguir despertar a empolgacao com o virtual nas pessoas com
um simples blog. eu fiquei muito feliz de ter recebido tantos recados me parabenizando e encorajando a atualizar
continuamente o site ⸜(。˃ ᵕ ˂ )⸝♡. alem disso, tambem peço desculpas por ter demorado TANTO pra fazer a primeira
atualizacao do sapinhoverso depois do seu lancamento (exatamente um mes) ! eu admito que fiquei com
muita preguica
de programar qualquer coisa que fosse e passei por um bloqueio criativo tenebroso que foi o suficiente pra me
impedir de escrever quaisquer palavras! mas aqui estou. antes de ontem/hoje fazia um tempo desde que eu não me encontrava e passava horas conversando com os meus amigos de infancia sobre as banalidades das nossas vidas e, apos muitas horas de bate papo, eu voltei pra casa com muitas epifanias e cheguei a diversas conclusoes sobre algumas coisas que eu nunca tinha notado antes sobre mim. e sobre o mundo.
eu percebi que sempre fui uma pessoa muito ligada ao criativo no sentido de gostar muito de produzir coisas nao necessariamente com base no que eu sinto, mas no que eu quero fazer as pessoas sentirem. eu sempre gostei muito de desenhar mas eu admito que, desde crianca, nunca foi pensando no processo: o resultado final sempre me vinha a mente antes mesmo de eu terminar, numa pressa que fazia a minha visão anteceder o progresso dos rabiscos.
como
um bom jovem nascido na geracao z que alem de uma inclinacao pro visual, teve o primeiro computador com sete
anos de idade, eu obviamente cai no buraco que eh o design grafico. tudo comecou quando eu cismei
em fazer capas personalizadas pro facebook (ah, que saudade dessa epoca...) la pra 2013/2014, em que eu tive de
fato o meu primeiro contato com um programa voltado pra designs digitais. naquele tempo o maior hit entre os
editores de paginas era o photoscape, e depois, quando eu senti vontade de criar coisas mais
complexas eu comecei a aprender a mexer no photoshop. minha familia, que sempre viu esse meu interesse, me
encorajava desde bem novo a trabalhar nesse ramo. e de fato foi o que acabou acontecendo. quando eu cresci um
pouco mais comecei a fazer algumas artes (banners, panfletos, convites, entre outros) pras pessoas daqui do meu
bairro que
sabiam que eu vendia esses conteudos, apesar de eu nunca ter divulgado nada. e foi assim ate.... hoje. eu nunca
divulguei nenhuma arte digital minha nem meus servicos de designer grafico e eu acho que muito disso vem de uma
vergonha que eu tenho de divulgar meu proprio trabalho, apesar disso nao fazer sentido nenhum. muitas das coisas
que eu fiz pros meus clientes eu acabei nao gostando muito a ponto de colocar no meu portfolio, por exemplo,
porque sempre me pediam pra fazer coisas extremamente maximalistas e bregas, com informacoes que ficariam
inevitavelmente mal diagramadas nas imagens. um dos meus projetos pra esse ano eh comecar a produzir alguns
projetos hipoteticos pra empresas ficticias a fim de gerar alguns conteudos maneiros pro meu portfolio, de forma
que eu consiga criar o que eu quiser sem um briefing predefinido. eu
pretendo publicar eles em breve no meu perfil do behance, que eh uma rede voltada pra ilustradores e designers
graficos. clica aqui se voce quiser dar uma bizoiada no
meu perfil la (nao que tenha algo
nele agora alem do icone e da capa, que eu mesmo fiz, mas futuramente terao novidades!) "૮₍ ˶•⤙•˶ ₎ა
outra musica dos the smiths que inclusive eh a minha favorita e eu amo muito eh "well i wonder", que pra ser sincero eu nao
me identifico muito com a letra mas eu acho muito bonita de certa forma. a minha interpretacao pessoal dela eh
de que o narrador ainda está completamente desolado com a partida de alguem que ja foi embora da vida dele ha
muito tempo. eu acho muito interessante que a letra diz "well i wonder, do you hear me when you sleep? i
hoarsely
cry" e depois "please keep me in mind" porque em momento nenhum ele pede para que a pessoa em questao
volte pra ele, o que eu imagino que seria demais nesse contexto, mas para que ela pelo menos se
lembre dele. ele tambem enfatiza que ta extremamente na merda das merdas, o que eh meio penoso, mas poetico
porque
unico
desejo dele, mesmo estando muito mal, eh ser lembrado por um amante passado.
"this night has opened my eyes" tambem eh de
longe uma das minhas favoritas. o instrumental faz com que ela tenha uma atmosfera bem noturna, como ja sugere o
proprio nome da musica. apesar dela ter sido 50% inspirada numa peça britanica chamada "a taste of honey".
escutar a musica sem saber disso faz ela ser muito confusa e desconexa entrea as passagens, por isso eu
ressignifico pro que eu considero ser o cenario em que ela se passa. quando ele fala "oh he said he'd cure your
ills but he didn't and he never will" eu penso muito numa dinamica de relacionamento em que ha uma pessoa
psicologicamente problematica e o outra que lhe garante algum tipo de seguranca momentanea, apesar de saber que
nao tem capacidade de curar as suas feridas. tambem acho interessante o trecho "she could have been a poet or
she could have been a fool", porque isso eh exatamente o que eh ser um poeta ao meu ver. aos olhos de diferentes
individuos, uma linda poesia pra uns podem significar apenas palavras bobas e inocentes pra outros.
e por
ultimo, bom, um classico: "i know its over", que eu acredito que seja a
mais conhecida do album the queen is dead. album inclusive que ja foi o meu preferido. eu deixei de ser um
garoto e me tornei um homem quando percebi que o hatful of hollow era o melhor de todos! o que eu mais acho de interessante nessa musica, alem de alguns trechos, eh todo o conjunto. eu acho o tema geral dela algo a muito se ponderar: a ansiedade de alguem que foi deixado de lado e nao superou as possiblidades que poderiam ter acontecido caso as coisas tivessem dado certo. eu fiz um tuíte sobre isso recentemente e percebi que muita gente se sente assim, na verdade. namoradinhos ou ate mesmo amizades que tivemos mas, por algum motivo, algo no meio do caminho deu errado e tudo acabou acabando acabado. acho que tem um pedacinho de "i know its over" em todo mundo. provavelmente a linha que mais me pega eh a "love is natural and real, but not for you my love". ter sido um adolescente meio esquisito fez com que eu so comecasse a me relacionar romanticamente la pros meus dezesseis/dezessete anos, e antes disso eu realmente acreditava que nunca ia acontecer pra mim como acontecia pra todas as outras pessoas a minha volta. nao sei se eu classificaria essa musica como triste, mas como emotiva, talvez.
preciso dizer tambem que eu NAO sou nenhum admirador do vocalista dos the smiths, o morrissey, que ja falou coisas proibidas no minimo em 56 paises diferentes, e acho ele ate meio pretensioso por ja ter se comparado a joana d'arc em outra musica desse album. ele jamais teria o swag dela.